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Dicas de economia nas férias

Depois de alguns anos sem tirar férias dignas desse nome, finalmente pude recarregar as baterias para os novos projetos pessoais e profissionais que pretendo desenvolver nos próximos meses. E, aproveitando o clima de fim de férias, resolvi escrever sobre algumas coisas que aprendi (algumas lições a duras penas) em minha viagem a Buenos Aires.

Planeje bastante as férias

A primeira lição que aprendi na viagem foi a diferença do planejamento. Tá bom, eu sei que eu mesmo já recomendei que tudo nessa vida seja bem planejado, mas no meu caso não foi possível estudar quase nada no roteiro. Os últimos meses foram bastante complicados para mim, que estou reformando um apartamento e elaborando um projeto de tese para concorrer em um processo de seleção para doutorado (sem contar que há apenas um mês e meio defendi minha segunda dissertação de mestrado) e, por isso, não pude planejar quase nada na viagem.

No geral, tudo deu muito certo nas férias, apesar disso: graças aos grandes amigos que tenho e que já haviam visitado a bela capital argentina, minha esposa e eu pudemos aproveitar bastante nossas férias mesmo sem ter planejado a visita à cidade. Os amigos nos deram dicas importantíssimas que foram úteis para curti-la, destacando alguns pontos turísticos importantes e alguns costumes locais relevantes.

Mas o planejamento das férias fez falta. Se eu houvesse estudado melhor a cidade, por exemplo, teríamos ganho uma tarde a mais passeando por ela – no primeiro dia em Buenos Aires, demoramos muito para nos situar. Menos mal que ao menos conseguimos chegar a uma das ruas recomendadas para fazer compras, e conseguimos encontrar algumas barganhas. Mas, com uma tarde a mais, poderíamos, por exemplo, ter passado mais tempo nos belos parques de Palermo, visitado o museu dedicado a Evita Perón, ou ido com mais calma ao bairro de San Telmo.

Cuidado com os passeios organizados por agências de turismo: suas férias podem encarecer bastante

Como não pudemos planejar bem as férias, acabamos pagando o pato por deixar que grande parte delas fossem organizadas pela agência de turismo. Compramos alguns pacotes com passeios e acabamos pagando bem mais caro. Ontem, quando resolvi checar os sites de vários lugares que visitamos, percebi que em vários dos passeios pagamos mais que o dobro do que pagaríamos caso tivéssemos nós mesmos comprado o ingresso e ido de táxi aos locais. É claro que já esperávamos pagar algo a mais pelo serviço, já que ninguém trabalha de graça, mas o que se cobra é abusivo – ainda mais levando-se em consideração o péssimo tratamento que os turistas recebem em alguns casos. Pelo menos percebemos isso a tempo e pudemos usufruir de outros pontos turísticos de maneira mais econômica. Além disso, isso teria nos permitido aproveitar muito mais os locais do que com o passeio guiado, já que as agências de turismo delimitam horários que não possibilitam desfrutar dos passeios com a calma necessária.

Além disso, as agências sempre arrumam um jeito de tentar encarecer um pouco mais o produto vendido, já que o passeio é sempre acompanhado por aquele fotógrafo/cinegrafista que, ostensivamente, cobra para registrar o momento com uma foto bastante cara.

Ainda com relação às agências de turismo: nós preferimos contratar a CVC em nossas férias porque, como era nossa primeira viagem internacional, ficamos preocupados com o caminho a ser percorrido, na ida e na volta, entre o hotel e o aeroporto. Ficamos preocupados de perder o horário do vôo na volta e contratamos o serviço de transfer para ficarmos mais tranquilos. Mas que nada! A van chegou tão atrasada no aeroporto que mal tivemos tempo de fazer o check in (aproveitar as lojas do Free Shop, então, foi impossível). O serviço é péssimo, e muitos dos guias foram extremamente grosseiros conosco e com os demais turistas – ao contrário do povo argentino que, de maneira geral, foi bastante simpático e solícito conosco. É triste que justamente o pessoal que melhor deveria tratar os turistas de férias é o mais ríspido. Enfim, a conclusão a que chegamos foi a de que, se houvéssemos planejado melhor a viagem, não necessitaríamos desse tipo de serviço e teríamos tido menos dor de cabeça. Fica a lição pro futuro!

Conheça os costumes locais para aproveitar melhor suas férias

Outro fator importante a ser conhecido: os costumes da região a ser visitada. Por exemplo: é importante saber como é efetuado o pagamento de serviços prestados; no Brasil, temos o costume de cobrar, na conta, a gorjeta (os famosos dez por cento). Mas em grande parte dos outros países, o pagamento da gorjeta é feito à parte, diretamente ao garçom. Graças aos conselhos dos amigos que já haviam visitado a capital argentina, não pisamos na bola quanto a isso. Também é importante notar que, ao contrário da maioria dos brasileiros, os estrangeiros normalmente são mais reservados: portanto, ao pedir informação, não esqueça de palavrinhas mágicas como “por favor” ou “obrigado” – algo infelizmente raro no Brasil. Aprenda-as mesmo que você não fale a língua da localidade com fluência: elas podem facilitar muito as coisas – no nosso caso, o portunhol aliado a essas palavras foi de muita utilidade, e ninguém torceu o nariz para nós (a não ser, como já disse, o pessoal do circuito turístico),

Conheça os melhores pontos de compra, não os mais conhecidos

Essa dica é importantíssima, e foi de muita utilidade em nossa viagem de férias. O circuito turístico padrão, em Buenos Aires, indica a rua Florida como a melhor opção para compras. Mas como uma colega de trabalho minha me alertara que a melhor localidade para compras era a Santa Fé, acabei economizando um bom tempo, já que a rua Florida tinha preços bastante superiores às da Avenida Santa Fé, justamente por ser um local mais divulgado entre os turistas. Obviamente, isso não ocorre apenas em Buenos Aires – normalmente, todas as cidades que recebem muitos turistas têm seus pontos comerciais mais conhecidos, que fazem parte do circuito turístico, e que acabam não apresentando opções tão vantajosas para os estrangeiros. Uma busca maior na internet, ou uma consulta com amigos que já visitaram a cidade que você pretende conhecer em suas férias, podem ajudar a conhecer previamente os melhores pontos de compra (não necessariamente os mais conhecidos).

Vai fazer compras no exterior? Verifique se o país participa do programa Tax Free e garanta bons descontos

Alguns países participam do programa “Tax Free”, que busca incentivar a aquisição, por estrangeiros, de produtos nacionais. O incentivo se dá pela devolução do imposto de circulação de mercadorias (normalmente chamado de IVA – Imposto de Valor Agregado – que, no Brasil, é o ICMS) ao visitante. Trata-se de um incentivo importante – na Argentina, por exemplo, o valor devolvido em impostos equivale a 17% do preço dos produtos consumidos. É bom para o país, que acaba incentivando a economia local, e ótimo para o visitante que está em férias, que acaba pagando mais barato. O funcionamento é bastante simples: o consumidor adquire os produtos e a loja dá o selo “Tax Free” no momento da compra. Antes de embarcar na viagem de volta, o visitante valida o selo na Alfândega e recebe, em loja do programa, o valor a que tem direito (em espécie ou em depósito em conta). Se um dos seus objetivos na viagem é comprar produtos locais, esse programa pode ajudar a ganhar excelentes descontos!

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